4 mitos sobre os cereais que nos têm repetido sempre

4 mitos sobre os cereais que nos têm repetido sempre

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Os cereais e seus derivados são alimentos básicos da alimentação mundial, são cultivadas em todas as culturas desde o neolítico e são uma fuente importante de energia e nutrientes na maioria das dietas tradicionais. Mas em um contexto de superabundância como o nosso, em que, além costuma consumi-los em suas versões menos saudáveis (refinados) ou formando parte de preparações pouco recomendáveis (pré-cozinhados, pastelaria, bolos…) é importante esclarecer a importância de seu consumo e deixar de cair em falsos mitos.

Os cereais não são um alimento imprescindível, isso não os torna um alimento ruim, nem muito menos. Mas nem devem ser o alimento principal de nossa dieta, nem se consomem habitualmente em sua forma integral, que é a única recomendada, salvo exceções.

Vamos desmistificar um pouco sobre estes alimentos

Além do trigo

“Há que comer em cada refeição”

Este mito se perpetua por claros interesses comerciais. Não há mais que ver as campanhas de “Pão de cada dia”, promovidas pelas empresas vendendo este alimento. Além orquestan campanhas com fotos de pão branco e sanduíches de frios.

Não é necessário consumir pão em cada refeição, ainda mais tendo em conta que a imensa maioria do pão consumido em nosso país é de má qualidade, de produção industrial e à base de farinhas refinadas. Um alimento muito pouco interessante e pobre em nutrientes, mais perto das calorias vazias do que se costuma crer.

Se queremos comer pão, que seja pão integral de qualidade. O menos consumido em nosso país, segundo dados oficiais.

Não confie

“Os cereais devem ser a base da dieta”

Este é talvez o mito mais enraizado, já que foi repetido até a saciedade. Além disso, as pirâmides de alimentação oficiais em Portugal continuam a ter uma ampla base formada por farináceos, o que contribui para manter este mito.

O certo é que, no nosso contexto, a base da alimentação devem ser as verduras, legumes e frutas, e a nível científico existe pouca controvérsia a respeito.

Podemos tomar como referência guias de alimentação algo mais atualizadas que a espanhola, como por exemplo a pirâmide australiana, que conta com uma exuberante e colorida base de vegetais, ou o Prato de Harvard, que mostra claramente como a maior parte da dieta corresponde aos legumes e frutas.

Dieta equilibrada

“O pequeno-almoço deve conter cereais”

O pequeno-almoço é a ingestão de mais mitos arrasta– se, é imprescindível, que se é a refeição mais importante do dia, que se deve conter um leite… a verdade é que todos são falsos. Também é garantir que “deve” conter cereais. Não é bem assim.

Um bom pequeno-almoço pode conter frutas, frutos secos, legumes, azeite de oliva, legumes… e nem rastro de cereal, e ser nutricionalmente excelente.

Isso não significa que você esteja errado que contenha cereais, nem muito menos, só que não é imprescindível. Isso sim, se adicionamos cereais para o café da manhã, que seja de forma saudável: nem doces, nem pastelaria caseira, nem cereais de caixa de fruta são uma boa idéia. Se o são o pão integral, flocos de aveia, o arroz inflado sem açúcar, as tortillas de milho, etc.

Ideias originais

“É imprescindível que as crianças tomem mingau de cereais”

É muito comum que, quando os bebês começam a comer alimentos sólidos, o primeiro alimento que lhes recomende seja o mingau de cereais. Além disso, falamos de “mingau de cereais” industrial, dos pós, que vêm em caixas especiais para bebês.

Não só é imprescindível, se não que, na imensa maioria dos casos, é mesmo aconselhável, já que tendem a ser produtos ricos em açúcar adicionado ou feitos com cereais dextrinados, que é um processo que predigiere os cereais e aumenta o seu sabor doce, acostumando-se a isso o bebê.

Criação com apego

Em lugar dessas papinhas podemos dar ao bebê cereais tal qual: arroz (ou farinha de arroz), aveia, macarrão integral, pão integral, milho, semolina de trigo, milho, etc.

Tanto triturados em mingau como em preparações anti-para Baby Led Weaning (que o bebê possa pegar e levar à boca, e não acostumbrarlo de sabores falsamente doces e uniformes, ou com texturas muito homogéneas.