Nova alternativa aos implantes mamários após ter sofrido um tumor

Nova alternativa aos implantes mamários após ter sofrido um tumor

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Um grupo de cirurgiões do hospital Can Ruti de Badalona (Barcelona), liderados por Joan Francesc Julián e em colaboração com o banco de tecidos da universidade autónoma de Barcelona (UAB) criaram uma técnica pioneira no mundo.


Trata-Se da implantação de um gel de plaquetas, depois da prévia remoção da massa tumoral e cuja finalidade é restabelecer e desta forma manter a forma original do peito, sem a necessidade da colocação de uma prótese mamária ou reconstruções posteriores da mama.


A técnica já foi aplicada em 50 mulheres. Em 80% dos casos foram bem sucedidos. Nos casos de sucesso, as mamas foram correspondidas, volumétricamente falando, ao sair do centro cirúrgico.


A implantação de plaquetas acelera a reparação e regeneração celular, pois contém fator de crescimento. Substância encarregada de propiciar notáveis alterações a nível celular, incluindo o recrutamento de células-tronco periféricas e a estimulação da reprodução celular (Mitose).


gel de plaquetas


Até o momento, as plaquetas se utilizavam, por seu poder regenerador, em lesões de atletas de elite, para acelerar o tempo de recuperação. Também é usado em patologia oral, cirurgia maxilofacial, para tratar vários tipos de dor, em medicina estética e tratamento de úlceras por pressão, mas até agora nunca tinha sido usado em gel com o fim de preencher um espaço vazio.


A partir do hospital Germans Trias i Pujol (Can Ruti) explicaram que as plaquetas são obtidos a partir do sangue de um doador. O sangue passa por um processo de centrifugação, onde se separam os glóbulos brancos e vermelhos e as plaquetas e o plasma sanguíneo. Com estas plaquetas é produzido um gel com uma densidade semelhante à da mama que se encarregara de compensar o volume perdido após a excisão do tumor e, além disso, regenerara as fibras de colágeno perdidas.


Vantagens do gel de plaquetas
O gel é colocado no mesmo dia da retirada do tumor. Desta forma, você impede o paciente, o trauma de ser mutilada. Até o momento em que as tumorectomías (extirpação do tumor), não se reconstruía da mama no momento da retirada do tumor, mas, posteriormente, enche a área afetada com ácido hialurônico ou com gordura da própria paciente, mas nem sempre com os resultados desejados.
As plaquetas não são células sanguíneas, de forma que nou há risco de rejeição por parte do receptor ou qualquer outro tipo de efeitos secundários.
Segundo palavras do Dr. Julian, esta técnica está dando resultados melhores que os esperados e acredita que poderá ser usado em grandes tumores, o que pouparia muitas mastectomías.
Fonte:
www.20minutos.es
www.lavanguardia.com